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  • Foto do escritor: Rodrigo Ramos
    Rodrigo Ramos
  • 30 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 20 de mai. de 2025

Esse pequeno pedaço da minha vida chamado: correria.




 
  • Foto do escritor: Rodrigo Ramos
    Rodrigo Ramos
  • 4 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Existe um tempo longo que não paro pra escrever doidices. Eu, provavelmente, desaprendi a escrever, porque tudo que faço passa por dois filtros chamados GPT e Coordenação Pedagógica, ou seja, todos os meus textos são corrigidos por uma máquina e criticados pela minha chefia. Simplesmente não existe nenhuma liberdade criativa, nem pra cometer algum erro estúpido de português, afinal é praxis cometer erro de português, faz até bem para o espírito. 


Lembro de fazer isso como se fosse um diário de bordo. Escrevia toda hora sobre as coisas da minha cabeça e você bem sabe (pessoa que lê alguma coisa) que a gente pode imaginar infinidades de esquisitices. Cheguei para o colega que trabalha ao meu lado, a gente de fone no ouvido, claro, eu ouvindo música instrumental, não é que eu não goste de música cantada, a canção faz parte da minha vida, mas é que eu acho vocalista um nojo… Enfim, o som é de um cara que mistura música clássica com música eletrônica, ele faz isso sozinho e vira uma baita sonzeira, várias coisas no ar, trem bom, sonzaço, eu contei a novidade para o colega e ele me disse que isso era normal. Taquipariu! A gente não se impressiona com mais nada, a lua fica laranja e que se foda. 


Falando nisso, quer dizer, escrevendo sobre: e que se foda - disse ela… Foi o maior trauma afetivo de toda minha vida, nunca vi uma pessoa com uma ambivalência tão pesada, não era por causa de bebida, nem por causa de droga não, a gente evita esses assuntos, porque paliativo faz parte do negócio, afinal sem alguma coisa ninguém suporta, acontece que não era decorrente disso, era personalidade mesmo. A bichinha é arretada até demais, eu ficava maluco. E não entendo como estágios de caridade, carinho, massagem, cuidado podem se tornar com tanta facilidade em processos melancólicos e agressivos. De todo jeito, penso que, todo mundo sofreu, haja sofrência! 


O sorriso vai ficando raro. Quem ri é, sem sombra de dúvidas, fingido, mentiroso, ou só um idiota mesmo. Não ligo de fazer esse papel, principalmente para crianças e adolescentes, vejo uma coisa tão bonita na moçada, essa parada de se impressionar. Eu sei que tô impressionado quando fico escutando a mesma música no talo, lá dentro do meu ouvido, sem parar, o dia todo. Significa que fiquei impressionado com a coisa sonora. Aliás, fiquei impressionado com tamanha aflição que o amor pode nos causar! Nunca mais quero ouvir aquela voz estridente, horrível, horrenda, vomitativa, berrando na minha orelha, a próxima, por favor, deguste com a língua o meu pavilhão auricular. 

 
  • Foto do escritor: Rodrigo Ramos
    Rodrigo Ramos
  • 21 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura

Os dias em casa estão cada vez mais reflexivos pra mim, mergulhar na imensidão vazia daquilo que se trata todo meu ser, faz com que cada vez mais eu perceba o quanto há pra conhecer disso, interno, de que faço parte. Não existe nenhum lugar pra chegar dentro da gente, acho, mas a experiência de explorar cada detalhe daquilo que era inconsciente e se tornara visível através de um sonho, de um lapso da fala, sintomas que as vezes se revelam como num tique nervoso, nos meus comentários chistosos que vira e mexe faço pras paredes, ou em teor alcóolico pra alguma pessoa que pode se tornar minha amante e até mesmo minha inimiga, enfim, isso de explorar meu desconhecido é cada vez mais prazeroso.

Não fosse uma coisa afrontosa pra maioria das pessoas, amedrontadora até, eu aconselharia a vida solitária, não porque gosto do sentido de "solitude", acho brega dizer que existe algo positivo no fato de ficar sozinho, é bom pro caminho daquilo que os espiritualistas chamam de iluminação, mas a conclusão é tão óbvia que é incrível perceber como o ser humano busca o outro de forma impulsiva, afinal não servimos pra viver sozinhos. Somos parte de uma coisa só, uma corrente...

Não sei pra você que lê, mas essa chuva épica na Região Norte do litoral paulista, serviu pra ilustrar como o dilúvio da natureza é capaz de nos sensibilizar, nos angustiar e trazer um mal-estar latente que havia se anestesiado com algum paliativo, pra vitrine dos pensamentos. Origem é destino.

Nossa vulnerabilidade é gritante.

E por algum motivo, meu coração trás um equilíbrio que na verdade não era função dele. Minhas emoções são boas em me arrumar problemas, inclusive meus comentários ácidos provocam nas pessoas desconfortos que eu já senti e por isso imagino que a informação nova, a elas, é inofensiva.

Isso me preocupa, sabota o saber e minha condição hedonista de compartilhar o fogo, a luz do conhecimento.

No fim só penso na minha nova ilusão. Dessa vez pode ser algo mágico, porque é dessa forma que entendo. Meus anseios oníricos buscam a ela, desejo sonhar todo dia com aquele rosto, acordo e envio mensagens, recebo uma resposta, um flerte, a interação é completamente virtual. Quando a vejo são poucas palavras, ela é sutil, doce... E cada toque me traz palpitações, metabolismo acelerado, uma energia que me leva pra fora do planeta, eu sorrio de verdade e a imagino em meus braços, deitada no meu peito acelerado e daí carícias, beijando a boca dela, a mais linda que eu já vi... Nada é real, mas me faz esquecer da inutilidade da felicidade, porque eu quero feliz o semblante desse anjo. Então a olho assim e me pergunto: como isso pode ser amor? Eu nunca a tive... Não me interessa a realidade, só esse sonho, nesse propósito.

 
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© 2026 RODRIGO RAMOS.

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