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Image by Rhema Kallianpur

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1.     A Chegada da Maconha ao Brasil

 

A maconha, especificamente o uso fumado da planta, chegou ao Brasil majoritariamente pela diáspora africana. Povos escravizados da África Ocidental, como angolanos e congoleses, já utilizavam a cannabis há séculos em contextos medicinais, rituais e recreativos. Ao serem traficados para o Brasil, trouxeram consigo este conhecimento e prática. Esse uso era geralmente realizado em cachimbos ou pequenas brasas.

Enquanto isso, da Europa vinha outro tipo de cannabis: o cânhamo industrial, cultivado pela Coroa Portuguesa para a produção de cordas, tecidos grossos e velas de navio. Ou seja, conviviam no Brasil duas formas distintas de uso: a fibra industrial europeia e o uso fumado africano. Então essa diferença é cristalina, o povo já sabia que o reggae ia dar bom! O colonizador só queria saber mesmo é de dominar, amarrar, matar e por aí vai...

 

2.     Por Que o Brasil Passou a Perseguir a Maconha?

 

A primeira lei conhecida no Brasil proibindo a maconha é de 1830, no Rio de Janeiro, sancionada pela Câmara Municipal. Ela dizia: “É proibido vender ou dar maconha aos escravos”.

Esta legislação demonstra claramente que o alvo era a população negra escravizada, e não a substância em si. O objetivo era controlar comportamentos e punir socialmente grupos já marginalizados. Assim, o estigma da maconha no Brasil nasce de uma raiz abertamente racista. Na verdade, a certidão de nascimento do Brasil é abertamente racista, é um país publicamente nocivo ao povo negro, 35% da população escravizada na África veio para cá. Não há parâmetros para dimensionar outros lugares do mundo tão, notavelmente, mortais ao negro quanto o nosso: o famoso NECROESTADO BRASILEIRO. Não! Isso não aconteceu no mundo todo, aconteceu aqui!

 

3.     Por Que a Maconha Virou 'Perigosa'?

 

A cannabis passou a ser associada, no imaginário social, a pessoas pobres, negras, marinheiros, trabalhadores braçais e comunidades quilombolas. Em contrapartida, quando a elite utilizava derivados da planta, geralmente em farmácias, como tinturas ou extratos, o uso era considerado medicinal e respeitável.

O estigma, portanto, não tinha relação com os efeitos da planta, mas com quem a utilizava. É muito simples entender isso! O que diziam? Isso daí é coisa de negrinho! A frase parece engraçada pra milico, mas ela é bastante simbólica.

 

4.     A Influência dos Estados Unidos no Proibicionismo

 

A política proibicionista moderna que depois se espalhou pelo mundo (incluindo o Brasil) nasceu nos Estados Unidos entre o final do século XIX e início do XX. O uso da cannabis era comum entre imigrantes mexicanos, que chamavam a planta de 'marijuana'. Campanhas xenofóbicas associavam esses imigrantes a criminalidade e violência, criando um pânico moral.

Henry Anslinger, chefe do Federal Bureau of Narcotics, conduziu campanhas midiáticas racistas, incluindo frases documentadas em jornais da época dizendo que a maconha faria 'negros acreditarem que são iguais aos brancos'. Esse discurso moldou a política pública e ajudou a consolidar a proibição. A gente aqui, na eterna colônia, só podia copiar essa merda!

 

5.     Interesses Econômicos na Proibição

 

O cânhamo era uma ameaça comercial a várias indústrias dos EUA, incluindo:

- Petróleo e plásticos sintéticos (Dupont)

- Papel e celulose

- Indústria têxtil

- Farmacêuticas

O cânhamo era barato, resistente e tinha potencial para substituir produtos industriais. Assim, o lobby econômico também pressionou pela proibição. Esta convergência entre racismo, xenofobia e interesses corporativos resultou no Marijuana Tax Act de 1937, que proibiu o cultivo e comércio nos EUA. Mesmo assim, fumar um, não pegava nada, a polícia não amolava, não existia violência policial contra isso, tá me entendendo?

 

 

6.     A Guerra às Drogas e o Aprofundamento da Perseguição

 

A partir dos anos 1970, com Richard Nixon, nasce oficialmente a 'Guerra às Drogas'. Décadas depois, assistentes do próprio presidente admitiram que o objetivo era atingir dois grupos politicamente incômodos: negros e militantes contrários à Guerra do Vietnã.

Como não podiam criminalizar diretamente esses grupos, associaram-nos às drogas. O resultado foi um boom de encarceramento, especialmente de pessoas negras e latinas, que se intensificou nos anos 1980 com Ronald Reagan. Fora que muitos traficantes, que vendiam para hippies — esses filhos de senadores e tal — começaram a se emancipar financeiramente, porque estava vendendo bastante, né, camarada? A dependência era tão grande que o dinheiro entrava suave no bolso desse grupo, majoritariamente de negros, hispânicos, marginalizados pelo estigma da droga, no entanto, eles possuíam a distribuição da mercadoria, uma coisa, realmente, que deixou os caras num nível Matuê. Pra família americana isso não podia ser tolerado. Foi guerra!

 

7.     Comércio de Drogas e Periferias: O Que É Verdade?

 

É fato que o comércio e consumo foram sendo culturalmente associados às periferias, a grupos negros e latinos. Mas isso não significa que esses grupos eram os únicos envolvidos. Significa que eram os únicos perseguidos.

Cocaína, no início do século XX, era elitizada e vendida em farmácias. Já o crack, surgido nos EUA como derivação barata da cocaína, afetou principalmente a população pobre. As penas para crack eram até 100 vezes maiores do que para cocaína, uma política comprovadamente racista que se espalhou pelo mundo.

 

8.     Resumo Geral

 

• O uso fumado da maconha veio da África, não da Europa.

• A criminalização no Brasil começa como ferramenta de controle de pessoas negras.

• Nos EUA, a proibição nasce de xenofobia, racismo e interesses empresariais.

• A Guerra às Drogas reforça políticas de encarceramento direcionadas a minorias.

• O proibicionismo não se fundamenta em ciência, mas em política, poder e desigualdade. • Você tem que parar de me criticar por eu chamar todo mundo de racista. É a verdade! • Em Fanon a brisa é tão GRANDE, que ele percebe que o próprio negro ficou sequelado com a cultura colonial. O negro sofre de uma neurose resultante da colonização. Mas aqui “neurose” é usada no sentido existencial e social, não como categoria clínica rígida, o sujeito é obrigado a ser outro para sobreviver, ele se torna estrangeiro de si mesmo.

 • Então, vai estudar de verdade e para de me encher o saco!

Referências e Fontes

 

- Carneiro, Henrique. Drogas e Cultura: História do Proibicionismo. Editora Autêntica.

- Ribeiro, Marcos. A História da Maconha no Brasil. Editora Jorge Zahar.

- UNODC – United Nations Office on Drugs and Crime.

- DEA e arquivos históricos do Federal Bureau of Narcotics.

- Relatórios da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia.

- Estudos da Fiocruz sobre políticas de drogas no Brasil.

- Biblioteca Nacional — Arquivo da Lei Municipal do Rio de Janeiro (1830).

 

Toda vez que tenho amnésia alcoólica e sei que vou tomar uma multa federal — porque sei que fiz alguma coisa errada — dessa vez, de novo, gritei por incríveis sete segundos no jardim, na entrada da bodega, em frente à janela do delegado e da delegada do prédio, antes das 0h, talvez, tenha inconscientemente pensado que isso seria relevante. Pessoal de família, gente católica, do bem — só que votam no PL, então já viu, não me perdoam mais, nenhum segundo da minha voz, porque eu mando se foder e isso vai ecoando dentro do hall, do apartamento, é uma revolta... Enfim, eu me arrependo da vida: não acho o pessoal legal assim, mas me acho muito burro, sofro, moralmente é uma humilhação, minha mesmo e meus pais, que me vigiam de longe, chegam com palavras que me desesperam. É muita grana pra dar desse jeito. É daí que faço reflexões profundas, pra não deixar o supereu acabar com o que resta da minha dignidade.

O texto abaixo é resultado de uma dessas reflexões. Tem caráter técnico — então, se você não manja de psicanálise, cai fora. Mas, se quer aprender um pouco, pode te ajudar. O Simbólico em Lacan é a linguagem do Outro. Você também tem ali o Inconsciente, mas não se armazena um arquivo de memória nele, isso daí é coisa orgânica. O inconsciente não é um depósito de lembranças, o que se arquiva é da ordem do orgânico, não do simbólico... Ele repete coisas Significantes. E a repetição é uma tentativa, frustrada, de encontro com o Real.


O significante pertence ao campo simbólico, (você vai perceber que tudo que a gente conhece é, na verdade, do Outro, com "o" maiúsculo) é o que estrutura a linguagem e, por ela, o sujeito (você)... Não é tão simples, mas você pode visualizar: a palavra c-a-s-a-m-e-n-t-o tem um som que só tem significado para nós, que falamos português. Mas, além desse significado, existe o Significante! Algo atrelado a essa palavra que se articula com o sujeito. Mesmo quando você entende racionalmente uma palavra, há algo além do entendimento que te toca, e essa parte, a que te fode, pertence ao inconsciente. Tem gente que acha essa palavra encantada: casar, enquanto outros tremem, ou ficam irritados com o modo significante que essa palavra ressoa na própria subjetividade.


Na verdade, a palavra não significa nada por si só. Quando você escuta um idioma estrangeiro que nunca ouviu antes, aquilo não tem o menor significado para você. Portanto, a estrutura da linguagem lhe é apresentada pelo Outro, pelo simbólico. Falam de você, de mim, da putaria toda, antes de a gente falar. Assim, você é capaz de entender que não era nada antes do Simbólico Outro, você não era a reencarnação do Dalai Lama, então, o inconsciente surge também a partir do entendimento da linguagem.


Mas o Imaginário só ganha articulação simbólica após o reconhecimento narcísico, quando a criança se reconhece no espelho e começa a se ver como ‘um eu’. Antes do Imaginário, há algo perdido do Real! Experiências sem forma, com os sentidos, não simbolizadas, que depois ganham imagem e essência na relação com o espelho. Veja, você se lembra quando percebeu que você era você mesmo no espelho? Pois é, essa porra aconteceu, você não se lembra, claro, mamava nas tetas da sua mãe, tava aprendendo a ficar sentado, durinho, colocando tudo na boca...


Olha, essa ideia que você tem de si, essa loucura: isso é uma construção regida pelo simbólico, mas também uma imagem que você cultua, aquilo que você crê que vai te completar como ser humano. Curioso, porque essa fantasia de completude é sustentada pelo simbólico, mas vivida no imaginário, você fica lá viajando achando que um dia vai ser feliz plenamente. Isso é falso! Você é feliz com uma gozada, não é sempre, você não pode ficar gozando o tempo todo, imagina! Se bem que o gozo da bailarina tá no pé. Difícil explicar o gozo lacaniano, porque a gente também goza, aparentemente, é se dando mal, fumando cigarro, tomando bronca, gente que gosta de dor, que gosta de tensão, isso é normal... O que você precisa, como as coisas na vida, é sofrer com toda a desgraça, ser pleno e feliz não é uma formação autentica da singularidade, é uma ilusão publicitária.


Na moral, nem sei se existe isso, autenticidade, acho que a gente é um mosaico de identificações. O resto tá no escuro!


Enfim, o ideal do eu, em Freud, está fortemente articulado ao Imaginário, embora seja formulado no registro simbólico. Agora brisa mesmo é aquela galera que fica se olhando no espelho se achando perfeita, isso é narcísico, infantil e uma porra de uma construção imaginária, mas se te faz bem, continue, todo mundo vai se foder por aqui, não tem jeito.


No Real, em Lacan, não há nada para lembrar. É um lugar impossível, apenas um traço, um furo, um buraco, uma falta de entendimento, na verdade, nem lugar é, não tem registro, não tem como simbolizar o REAL! (Isso é muito foda e muito óbvio) Mas ele é um filho duma puta que está sempre ali.


Um exemplo está na incapacidade de conseguir dizer tudo.


Sempre falta algo para dizer, mesmo que a ideia seja a de se expressar plenamente, entende? Você tem raiva do seu namorado e pretende dizer tudo pra ele. Você solta lá suas palavras, manda ele zarpar, bota a cabeça no travesseiro e pensa: faltou isso e aquilo e aquela coisa. Ou seja, não se chega a esse “tudo”, mas ele é real. Está no Real lacaniano. E a gente pode encontrar ele nas definições de Desamparo Absoluto e Princípio de Nirvana em Freud, bem mais sinistras do que esse exemplo romântico.


O que eu penso que sou é do campo Imaginário, mas como digo isso é, evidentemente, simbólico. São vários significantes, que só têm sentido porque sua mãe fala português e sua professora te ensinou a ler. Mas também porque cada um desses significantes foi te formando mediante outros significantes e, nisso, uma cadeia de comparações e repetições entre eles tá acontecendo.


Além de palavras, significantes, podem ser gestos, atos, olhares, toques, maneiras. O inconsciente é assinalado por isso, por essa cadeia de significantes que te pressionam o tempo todo. O inconsciente quer ser escutado, mas ele não pode ser lembrado assim. É preciso encontrá-lo na análise: no registro do sonho, registros dos atos falhos, das metonímias, do comportamento, das metáforas, dos deslocamentos, da condensação onírica. Fora desse lugar, o inconsciente não é nada! É apenas um caminho de significantes que te leva à repetição. Aquele mesmo, ali, que te conduz ao Real. O que eu não posso negar é que há algum registro de satisfação em mim, na hora que xingo geral de racista fdp. Li Fanon por causa disso... A referência dele me dá alguma certeza. Daí eu repito!

 
  • Foto do escritor: Rodrigo Ramos
    Rodrigo Ramos
  • 7 de out. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 7 de out. de 2025

Um amigo se foi domingo agora. Anteontem... Velamos e fomos ao cerimonial em homenagem a ele. Nessa fase da vida já vivi diversos lutos, mas esse, em especial, tem me deixando muito pra baixo, é sempre assim, sei lá... Nunca consigo expressar direito o que acontece, mas o mano era animado, ele tinha um alto astral diferenciado, uma risada hilariante, chegava a constranger o objeto de bullying. E esse mano tirou a própria vida!


Mais outro que fez isso. Porque, recentemente, a gente passou por essa, um outro grupo de amigos, na verdade, nenhuma relação com esse de agora, mas, pra mim, é a mesma coisa. E eu me lembro como aquilo me deixou afetado por meses, acho que até agora e eu tava saindo dessa situação e aparece ela de novo.

E a atmosfera é a mesma, eu vivendo numa situação de provável apaixonamento, uma condição boa, até... Se apaixonar é bom, mas vai lá um amigo e se mata.

Freud tem aquela teoria da pulsão de morte, aquela que foi uma mina que falou primeiro, Barbara Low, o tal do Princípio de Nirvana, depois tem o Lacan que fala do Real, nesse apontamento do que é inexprimível, aquilo que não pode ser simbolizado, nem representado, aquilo que não é nada, mas que existe e volta e revolta.

Tenho meu interesse pessoal nesse assunto! Então, essa parada de interrupção da própria vida, tem em mim, um significado de curiosidade, pra entender mesmo e os lugares que eu cheguei pensando nisso, obviamente, não são muito legais e não é de bom tom expor aqui, mas, talvez, seja o único lugar pra me colocar!

Para Freud e Low, a ideia da pulsão de morte, Princípio de Nirvana, é ligada ao interesse da matéria orgânica a uma descarga completa de tensão, reduzir a tensão a nível zero, de não excitação, uma busca natural do ser pelo estado inorgânico, uma força da natureza no sentido da paz absoluta! Obviamente que o Nirvana aqui para os psicanalistas, não tem nada de iluminado, é uma aniquilação da excitação, provinda de algo biológico. O Real de Lacan pode ser lido como uma reinterpretação estrutural da ideia de Low, mas Lacan tira do terreno biológico e leva para o lugar da linguagem e da falta.

Eu, por exemplo, tomo multas no condomínio, eu sei que não devo acordar os vizinhos de madrugada no sabadão, isso é uma coisa que não pode acontecer, só que daí eu chapo com os coleguinhas, esqueço do que faço, de como cheguei, toco violão, mando todo mundo cagar, repito isso diversas vezes... Mas pra mim, é uma coisa impronunciável, não sei como acontece, não sei o que disse, não vi nada. É engraçado para os outros, mas não é bom para o meu bolso e eu tenho vergonha de ser uma coisa que eu não reconheço, não sei quem eu sou, admito.  

Minha vida é uma bela ilustração desse conceito complexo. Pra dizer pra você que, tá lendo essa pesquisa séria no campo psicanalítico, parece que todo mundo tem essa parada, essa Pulsão. Não é exclusividade de Freud, Nietzsche chamava isso de o Eterno Retorno, as coisas se complementam na história, dá pra entender que os autores encontram nos circuitos de repetição uma coisa que desafia a lógica do prazer e da razão. O que se repete, é o que não cessa de NÃO se escrever, diz Lacan, em seus seminários... Ele abre a ideia aqui de que a repetição não é só uma prisão, é também uma possibilidade de criação, se o sujeito se atravessar.

Você deve estar se perguntando: o que é se atravessar? O que precisa ficar claro é que pra Lacan o sujeito está sempre dividido, entre o que diz e o que deseja. Veja, sujeito não é personalidade, ou identidade social, é o efeito da linguagem, do que fala e do que é falado! O sujeito falador cria um vão, entre o que tá falando que é, vomitando aquele lenga-lenga, aquela convicção absoluta e o que ele é mesmo! Então, muito louco, os caras já estudaram isso! A fenda existe, porque a resenha do sujeito é muito diferente do que ele realmente deseja, ele nunca coincide com ele mesmo, porque algo dele fica fora do discurso, fica um buraco (tem horas que é melhor nem saber o que se quer) e isso fica nas trevas do inconsciente... Esse fantasma que se formula é um “roteiro” no meio disso, é um tapume, uma forma de se enganchar com o desejo, com o gozo, é uma forma de tentar tamponar a falta com algum objeto, pessoa, papel, ideal, pode variar bastante, por exemplo: eu vou ser feliz se for promovido na firma, vou estabilizar na vida se a menina casar comigo, essas coisas... Acontece que o furo, a falta estará sempre ali, o desejo vai continuar desejando, ele não acaba, esse entendimento na prática é difícil de chegar, essa é a travessia do Milton Nascimento, a gente precisa aceitar que esse processo é necessário, mas enganoso, considerando ainda o nosso fim inevitável, o que é foda. Entendeu?

Tenho um amigo artista, Arthur Doca, que explica melhor com muitas perguntas, ele diz: como ser feliz ao meio? Como a ponte cruzar? Como conseguir inteiro? Como se achar?


 
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